VISITE NOSSO SITE

9 de janeiro de 2016 Deixe um comentário

AQUI>>>

Categorias:Uncategorized

Dirigente da CNM/CUT assume Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais

10 de dezembro de 2015 Deixe um comentário

Ubirajara Freitas foi indicado pelo movimento sindical e apoiado por auditores do Trabalho. Bira (como é mais conhecido) é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e integrante da Rede Nacional de Trabalhadores da ArcelorMittal. Posse solene será nesta quinta-feira (10).

 – Com informações da CNM/CUT – 

[Bira (esq), novo superintendente da SRTE, e Paulo Cayres, presidente da CNM/CUT  – Foto: CNM/CUT]

O metalúrgico Ubirajara Freitas (Bira), é o novo superintendente Regional do Trabalho e Emprego (STRE) em Minas Gerais. Ele é diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, secretário de organização da Confederação Nacional dos Metalúrticos da CUT (CNM/CUT) e integrante da Rede Nacional de Trabalhadores da ArcelorMittal. A posse será nesta quinta-feira (10), às 15h30, no auditório da SRTE, na rua Tamoios, 596, 10° andar, Centro, Belo Horizonte (MG). A cerimônica contará com a presença do ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto.

A indicação de Freitas para o cargo partiu de dirigentes sindicais cutistas de várias categorias e imediatamente contou com o apoio de outras centrais sindicais, da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT e também dos auditores do trabalho no Estado, que tinham outra indicação para o cargo, mas retiraram. “Eu fui surpreendido com a indicação e meu nome passou a receber apoio também de deputados estaduais do PT e do PCdoB. Com toda essa gama de apoios, meu nome foi levado ao ministro Rossetto, que aceitou a indicação”, contou Bira, como é conhecido no meio sindical.

Ele assume a Superintendência num momento desafiador quando Minas Gerais ainda está sob os efeitos do desastre em Mariana, ainda contabilizando desaparecidos e mortos com o rompimento da barreira da Samarco/Vale, no dia 5 de novembro, e vive as consequências dos graves danos ambiental e econômicos na região.

“Os trabalhadores mortos ou desaparecidos são ligados a empresas terceirizadas pela Samarco. Há uma força-tarefa do Ministério em Mariana sobre essas empresas e a Samarco dificulta o nosso trabalho, até mesmo para apurar quem são esses trabalhadores e suas famílias. Sem dúvida, o papel da STRE é indiscutível nesse momento. Antes do desastre, já havia problemas nas relações de trabalho na mineradora. E a terceirização é o maior deles”, assinalou o superintendente.

Freitas destacou que ainda no âmbito da STRE – que tem 67 gerências espalhadas pelo estado –, pretende atuar nos dois perfis do órgão: “da porta para fora”, com a atuação para fiscalizar e assegurar o cumprimento da legislação e convenções do trabalho por parte das empresas; e “da porta para dentro”, para dar conta doas questões administrativas e de infraestrutura.

“A minha origem e a forma como fui indicado para o cargo me levam a querer atuar nessas duas frentes. A contribuição dos dois lados – os funcionários da Superintendência e o movimento sindical – será fundamental para uma boa atuação”, avaliou.

O presidente da Confederação, Paulo Cayres, avaliou que a STRE/MG ganhou importância com o novo titular.

“Bira sempre teve compromisso com a classe trabalhadora e sua luta em defesa dos direitos. Com esse aval do movimento sindical, tenho certeza de que as ações do Ministério do Trabalho no estado serão intensificadas e serão decisivas para que as empresas respeitem as leis e as convenções coletivas de trabalho. Bira terá todo apoio da CNM/CUT nessa nova tarefa”, enfatizou Cayres.

Trajetória sindical 

Dirigente sindical há 20 anos, Freitas iniciou sua trajetória no Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem e ajudou na criação da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/MG. Hoje, a entidade é protagonista na organização da categoria no Estado e coordena a campanha salarial levada em conjunto por entidades ligadas à CUT, Força Sindical e CTB.

Em abril último, Freitas foi eleito para o seu terceiro mandato na CNM/CUT, o segundo como secretário de Organização. Entre suas atribuições na entidade, foi o responsável pelo desenvolvimento de ações para a criação e a consolidação de Redes Sindicais de trabalhadores e integra da Rede Nacional de Trabalhadores da ArcelorMittal. “Hoje as Redes são fundamentais para a luta por direitos iguais nas multinacionais, tanto nas plantas existentes no próprio país, quando em nível internacional. Por meio delas, temos conseguido estabelecer Acordos Marco Internacionais e avançar no debate do contrato coletivo nacional de trabalho para a categoria”, ressaltou.

Categorias:CNM/CUT, Uncategorized

CNM/CUT quer medidas para estimular indústria do aço no Brasil

24 de novembro de 2015 Deixe um comentário

– Em encontro com empresários do segmento, entidade defende aumento da alíquota de importação, que está em estudo pelo governo, e medidas para garantir emprego e renda – 

– Com informações da CNM/CUT – 

Encontro entre sindicalistas e empresários no Instituto Aço Brasil

“É preciso proteger a indústria do aço e os empregos no Brasil. Para isso, defendemos que sejam adotadas uma série de medidas, entre elas o aumento da alíquota de importação do aço”. A afirmação é do presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Paulo Cayres, que se reuniu, na tarde do último dia 17, no Rio de Janeiro (RJ), com o presidente do Instituto Aço Brasil (IAbr), Marco Polo de Mello Lopes, para entregar documento com propostas da categoria à entidade empresarial.

O encontro no IABr – do qual também participaram o secretário geral em exercício da Confederação, Loricardo de Oliveira, e o diretor José Quirino dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal) – foi solicitado pelos sindicalistas. “O documento entregue aos empresários pede a abertura de um espaço permanente de diálogo, de preferência triparte, para a elaboração de propostas para valorizar o segmento e para preservar os empregos e a renda dos trabalhadores”, explicou Cayres.

Medidas

O aumento da alíquota de importação do aço – que está em estudo pelo governo – é, na avaliação da CNM/CUT, uma medida urgente a ser adotada. “Já perdemos, só este ano, 14 mil postos de trabalho na siderurgia, por conta da retração no mercado e do acirramento da competição internacional. Por isso, apoiamos a proposta da presidenta Dilma Rousseff de rever as alíquotas de importação [que, segundo o jornal, poderiam chegar a 20%, contra um teto máximo atual de 14%], mas queremos discutir outras ações e que os trabalhadores sejam parte dos fóruns de deliberação de propostas”, assinalou Paulo Cayres, alertando que, se nada for feito, em breve outros oito mil postos de trabalho poderão ser cortados no setor.

O metalúrgico lembrou que várias nações adotam medidas para proteger suas indústrias, por meio de altas taxas de imposto de importação. “O Brasil tem o direito de fazer o mesmo, como forma de estimular a indústria e agregar valor à produção nacional”,  considerou.

Na avaliação da Confederação – que representa mais de 800 mil metalúrgicos da CUT em todo o país – é preciso também que haja mais investimentos públicos e privados no segmento, para contribuir com a retomada de seu crescimento, garantindo o nível de emprego e a manutenção da mão de obra qualificada. “Defendemos também as políticas de conteúdo mínimo nacional, para incentivar o consumo interno de insumos para setores estratégicos, como as indústrias da construção, a automobilística, bens de capital e de petróleo e gás”, completou Loricardo de Oliveira.

Os empresários, por sua vez, defenderam uma política baseada em câmbio competitivo, não cumulatividade de impostos e juros “civilizados”.

Além do presidente do IABr, participaram da reunião com os dirigentes da CNM/CUT representantes da Gerdau e da ArcelorMittal.

Categorias:CNM/CUT, Economia

Dieese homenageia João Paulo e outros sindicalistas em solenidade de 60 anos da instituição

11 de novembro de 2015 Deixe um comentário

– Solenidade fez parte da programação de seminário internacional sobre salário mínimo – [com informação da ALMG e CUT/MG] – 

[João Paulo presidiu o Sindmon-Metal no período de 1972 a 1980 e tornou-se referência do sindicalismo - Foto: Miriam Costa]

[João Paulo presidiu o Sindmon-Metal no período de 1972 a 1980 e tornou-se referência do sindicalismo – Foto: Miriam Costa]

Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal) nos anos 1970, João Paulo Pires de Vasconcelos foi homenageado, em nome da entidade, em solenidade comemorativa dos 60 anos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na última segunda-feira, 9, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A comemoração, que contou com homenagens a entidades sindicais que acolheram o Dieese no Estado, integrou a programação do primeiro dia do seminário internacional Salário mínimo e desenvolvimento: lições do Brasil e de experiências internacionais”, encerrado na terça-feira, 10.

A solenidade foi realizada pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Ação Social da ALMG, com apoio da CUT/MG – que também já foi presidida por João Paulo, que ainda integra a diretoria da CUT Vale do Aço -, outras centrais sindicais e movimentos sociais. Durante o evento, também foi lançado o livro “Salário Mínimo no Brasil – A luta pela valorização do trabalho”, obra organizada por Frederico Luiz Barbosa de Melo, da Subsede do Dieese da CUT/MG.

João Paulo afirmou que, com um reconhecimento em nível nacional e internacional, o Dieese deu uma preciosa sustentação aos trabalhadores brasileiros, em uma época difícil, como foi o período da Ditadura Militar. “O superfaturamento é uma prerrogativa dos donos do dinheiro e o subfaturamento é a prerrogativa dos trabalhadores”, frisou o sindicalista.

A presidente da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, que compareceu à solenidade, destacou que “o Dieese é tão importante para a CUT que a prioridade da nossa primeira gestão foi ter uma Subsede na Central. Desejo uma vida muito longa ao Dieese, uma instituição muito importante para a classe trabalhadora”.

Já o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Kerrison Lopes, outro homenageado na solenidade, afirmou que o Dieese é a segurança dos sindicatos nos momentos difíceis e de negociações com a classe patronal.

Categorias:CUT, sociedade

Um dos mais antigos voluntários do Sevor, presidente do Sindmon-Metal recebe homenagem em cerimônia de aniversário do Serviço de Resgate

3 de novembro de 2015 Deixe um comentário
otacilio3

Otacílio, presidente do Sindmon-Metal, será homenageado [ Foto: Estúdio Flávia Núbia]

O Serviço Voluntário de Resgate (Sevor) realiza na quarta-feira (4), no Centro Educacional de João Monlevade, evento comemorativo de 15 anos de atividade. A cerimônia, que começa às 19 horas, contará com homenagens a voluntários mais antigos, parceiros e colaboradores. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmon-Metal), Otacílio das Neves Coelho, socorrista desde o início da entidade, será um dos homenageados.

A história do Sevor, que, segundo seu presidente, Humberto Guimarães, contabiliza certa de 20 mil atendimentos, ganhou repercussão nacional principalmente pelos serviços prestados a vítimas de acidentes na BR-381, a “rodovia da morte”. Essa trajetória histórica sempre contou com a parceria do Sindmon-Metal, traduzida, entre outras ações, pela doação de uma ambulância ao Sevor, que a utilizou por vários anos e a repassou, mais tarde, a uma entidade beneficente.

O secretário social e de saúde do Sindmon-Metal Joselito Marques Abrantes, e os ex-diretores José Carlos de Souza e José Maria Pizate Filho, falecido em 2009, também foram socorristas do Sevor.

Categorias:comunidade, sociedade

Relatório da Comissão Nacional da Memória, Verdade e Justiça da CUT mostra que trabalhadores foram principais vítimas da ditadura militar; experiência de João Monlevade está incluída

27 de outubro de 2015 2 comentários

– Livro, lançado durante o 12º Congresso Nacional da Central, de 13 a 17 de outubro, traz, entre os documentos, reproduções digitalizadas de páginas do processo contra dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Monlevade, em 1964, cedidas pelo Cerem – 

– [Com informações do Cedoc/CUT] –

Página 59 do Relatório trata do Cerem

Página 59 do Relatório trata do Cerem

A Comissão Nacional da Memória, Verdade e Justiça da CUT (Central Única dos Trabalhadores) lançou durante o 12º Congresso Nacional da Central, realizado na cidade de São Paulo, entre os dias 13 e 17 de outubro, o seu Relatório contendo uma síntese dos trabalhos realizados e artigos de pesquisadores sobre a ditadura militar no Brasil. A publicação, organizada pelo Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT (CEDOC CUT), que assessorou a Comissão, utilizou, entre as fontes de pesquisas, documentos de instituições sindicais, entre elas o Centro de Referência e Memória do Trabalhador (Cerem) do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal).

O Relatório está dividido em quatro partes. Na primeira, mostra que os trabalhadores foram as principais vítimas da ditadura que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985. No primeiro ano do golpe militar, morreram 27 pessoas vítimas da repressão, sendo que 15 eram trabalhadores, dentre os quais oito eram sindicalistas.

Dialogando com o Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que reconheceu 434 mortos e desaparecidos políticos entre os anos 1950 e 1985, a Comissão da CUT mostra que 56 desses eram dirigentes e ativistas sindicais, representando 13% do total, número bem maior que os 5% de sindicalistas mortos e desaparecidos reconhecidos pela CNV.

A CUT também reconheceu no seu Relatório casos de trabalhadores mortos em manifestações trabalhistas que não foram reconhecidos pela CNV, como as ocorrências com Amaral Vaz Meloni, assassinado durante a greve de Guariba em 1984, e Orlando Corrêa e Sybele Aparecida Manoel, assassinados durante a greve de Leme em 1986, dentre outros. O livro mostra, igualmente, que da mesma forma que o Estado reconheceu os assassinatos de Raimundo Ferreira Lima (Gringo), Wilson Pinheiro, Margarida Maria Alves e Nativo da Natividade de Oliveira como crimes políticos, deveria reconhecer dezenas de outros casos de sindicalistas rurais que foram assassinados nas mesmas circunstâncias. Conforme a legislação de justiça de transição no Brasil, o Estado deve reconhecer como crimes políticos as pessoas assassinadas por policiais em manifestações públicas até 5 de outubro de 1988.

Na segunda parte, o livro relata os atos de sindicatos e da CUT por memória verdade, justiça e reparação levados a cabo entre julho de 2013 e janeiro de 2015. Mostra que a Central participou de outras atividades, como o Tribunal Tiradentes que julgou a lei de anistia, organizou atos e seminários em repúdio ao golpe militar e recebeu apoios importantes.

A terceira parte é dedicada à pesquisa e documentação e traz reproduções de documentos e fotos sobre intervenções sindicais, invasões de sindicatos, repressão às greves e também pesquisas desenvolvidas por entidades CUTistas e seus centros de documentação. Entre os documentos reproduzidos, estão páginas do Processo da Justiça de nº 4281, movido contra dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, em 1964, num ato de perseguição aos trabalhadores que envolveu ação conjunta entre militares e a então Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (atualmente, ArcelorMittal).

A quarta e última parte do livro reúne artigos de pesquisadores sobre a ditadura militar no Brasil e uma entrevista com Paulo Vannuchi, ex-secretário de Direitos Humanos da Presidência da República, que trata das ações dos trabalhadores por memória, verdade, justiça e reparação e as perspectivas para a punição dos responsáveis por mortes, desaparecimentos e torturas durante o regime militar no Brasil.

O Relatório da Comissão Nacional da Memória, Verdade e Justiça conta com a apresentação do presidente da CUT, Vagner Freitas, e prefácio de Expedito Solaney, ex-secretário de Políticas Sociais da Central, que coordenou a Comissão.

A CUT entregará o livro oficialmente à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e, nos casos onde reconhece pessoas mortas devido à repressão política, exigirá que sejam feitas a abertura de procedimentos para as reparações políticas e materiais.

A publicação da Comissão Nacional da Memória, Verdade e Justiça da CUT, em sua edição em papel, pode ser solicitado ao Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT (cedoc@cut.org.br). A versão eletrônica está disponível AQUI>>>

Categorias:CUT, memória

Campanha salarial e crescimento econômico

6 de outubro de 2015 Deixe um comentário

Escrito por: Clemente Ganz Lúcio, sociólogo, diretor técnico do Diese e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) – 

As adversidades do momento são enormes e complexas. Não há alternativas fáceis e a ausência de saída, por meio do crescimento econômico, poderá significar mais um longo período de letargia, semelhante àquele vivido nos anos 1990. Pela frente, há o risco de desemprego, queda dos salários, desestruturação do sistema de proteção social, informalidade, precarização, entre outras sequelas econômicas e sociais bem conhecidas.

Como a sociedade reagirá a um retrocesso como esse? Quais as expectativas criadas pela inclusão social e expansão do consumo na última década?

Há dois vetores que deveriam orientar a luta pela transição rápida e pela sustentação duradoura do crescimento: o primeiro, manter o emprego e a renda para garantir e ampliar o mercado interno de consumo de massa; o segundo, mobilizar a máxima capacidade para recuperar o investimento público, de forma articulada com o investimento privado.

Esses dois vetores estruturam a demanda e mobilizam a capacidade empreendedora para produzir e crescer.

A trajetória de crescimento precisa vir acompanhada de um projeto de desenvolvimento focado em reformas estruturantes, que modernizem o Estado, com reforma tributária, simplificação institucional e administrativa, transparência e governança, reforma política e eleitoral, aperfeiçoamento do sistema de relações de trabalho (fortalecimento da negociação coletiva, solução ágil de conflitos, aumento da representatividade), entre tantas outras mudanças.

Em curto prazo, a ação sindical tem o desafio de conduzir as campanhas salariais em um contexto muito adverso. Uma pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), disponível no site da entidade, com os resultados das negociações dos reajustes do 1º semestre, revela que há mudanças em curso.

A inflação mais alta e a recessão têm colocado novos limites para os aumentos salariais. Ainda assim, o movimento sindical conseguiu resultados robustos diante da enorme adversidade: mais de 2/3 das negociações foram concluídas com aumento salariais no período analisado.

Nessa frente de luta, há um desafio fundamental: desenvolver campanhas salariais que coloquem no debate, com o empresariado, a comunidade e os governos, a importância da manutenção dos empregos e dos salários para a constituição da massa salarial, que sustenta ¾ do mercado interno de consumo, parte essencial da formação da demanda que anima o investimento empresarial e incrementa o nível de atividade econômica.

É preciso disputar, para se formar a opinião pública sobre o papel do emprego e dos salários na mobilização do crescimento do país, condição essencial para se superar as graves desigualdades sociais existentes na cidade e no campo brasileiro.

Há um país a ser reconstruído. É preciso criar demanda para uma atividade produtiva que propicie condições para gerar o bem-estar social e a qualidade de vida. O tipo de crescimento, que é também uma oportunidade estratégica, pode e deve ser mobilizador da inovação que modifica, mas preserva o meio ambiente.

Há, portanto, um enorme espaço para o crescimento com sustentabilidade ambiental. Isso exige aumento dos investimentos público e privado, que geram emprego e renda, melhoram a capacidade fiscal do Estado, enfim, abrem espaço para um movimento virtuoso de crescimento sustentado pelo investimento e pela capacidade distributiva do Estado e dos sindicatos.

O movimento sindical tem o desafio de recolocar no centro da estratégia econômica de crescimento e de desenvolvimento o emprego e os salários como elementos dinamizadores de um grande mercado interno de consumo em permanente formação, expansão e disputa. As campanhas salariais são uma oportunidade ótima para promover essa agenda.

* Clemente Ganz Lúcio é sociólogo, diretor técnico do Diese e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES)

(artigo publicado originalmente em Brasil Debate)

Sem democracia não haveria campanha salarial, diz presidente da CUT

11 de setembro de 2015 Deixe um comentário

Vagner Freitas explica porque a defesa da ordem democrática fará parte dos atos das campanhas salariais do 2º semestre, dia 15

Escrito por: Marize Muniz, CUT

Atos servirão para mostrar que não nos deixamos confundir com o clima de caos, diz Vagner Freitas [Foto: Roberto Parizotti]

A CUT realiza na próxima terça-feira, dia 15, na avenida Paulista, em frente à sede da Fiesp, a partir das 9h, o primeiro ato unificado das categorias com campanhas salariais do segundo semestre. O mote é “Em defesa da democracia, do emprego e do salário”.

O objetivo, explica o presidente da CUT, Vagner Freitas, é fortalecer as campanhas salariais, defender os empregos, a democracia e buscar saídas econômicas que protejam os/as trabalhadores/as e a Petrobrás, estatal mais atacada por setores conservadores. “Sem democracia os trabalhadores não poderiam se organizar, revindicar e muito menos fazer manifestações nas ruas”, explica o dirigente.

Segundo ele, os atos também vão demonstrar que “os trabalhadores organizados pela CUT não se deixaram confundir nem intimidar com o clima de caos político e econômico que se tenta instalar no país”.

Além de São Paulo, os dirigentes da CUT estão programando manifestações das categorias com data-base no segundo semestre em outras cidades do Brasil.

Nesses atos, os/as trabalhadores/as vão deixar claro que não vão pagar a conta da crise econômica; não vão permitir ataques aos direitos dos/as trabalhadores/as, entre eles, a terceirização em todas as atividades das empresas, como prevê o projeto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está tramitando no Senado, PSC 30; não vão aceitar sem resistência e luta as tentativas de ataque à democracia que vêm sendo feitas pelos conservadores; não vão aceitar nenhum tipo de ataque que represente retrocesso e que fira o Estado democrático de direito.

Durante o ato de terça-feira, os dirigentes da CUT-SP, eleitos no mês passado para o mandato 2015-2019, vão tomar posse em plena Avenida Paulista. Segundo o presidente eleito, Douglas Izzo, a posse na rua é simbólica porque mostra à população que a CUT é das ruas, sempre esteve e sempre continuará nas ruas.

Categorias filiadas à CUT com data-base no segundo semestre

Somente entre as principais categorias filiadas à CUT, mais de 1.814.805  trabalhadores/as de todo o País têm data-base no 2º semestre. Entre eles, metalúrgicos (602 mil), bancários (410 mil), químicos (327.823, incluindo no cálculo os 81.213 petroleiros da FUP), enfermeiros (120 mil), aeronautas (55 mil), aeroviários (18 mil), comerciários (194.437), Serviços (37.545), médicos e psicólogos (só de SP – 50 mil).

Também participarão do ato desta terça-feira na Paulista outras categorias que, apesar de ter data-base no primeiro semestre, ainda não concluíram as negociações com os patrões, como é o caso do setor público. Na capital paulista, os servidores municipais e de autarquias ainda lutam pelo atendimento da pauta de reivindicações de 2014.

Defesa da Petrobrás

É importante ressaltar que cada categoria tem sua própria pauta de reivindicação. O que as unifica é a defesa da democracia e a busca por saídas econômicas que não prejudiquem ainda mais os trabalhadores e que revertam as perspectivas de fechamento de vagas de trabalho.

Um dos principais objetivos da Campanha Salarial Unificada é fortalecer a defesa dos empregos. E, portanto, defender a Petrobrás, que vem sofrendo seguidos ataques dos setores conservadores. A rede de fornecedores do setor petroleiro é formada por cerca de 70 mil empresas, que têm sido prejudicadas pelo modo como as investigações da Operação Lava Jato vem sendo conduzidas e o resultado são centenas de trabalhadores desempregados. Até agora mais de 40 mil trabalhadores já foram demitidos, entre eles 11,5 mil só das obras do Comperj – Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro.

A CUT defende uma investigação profunda, transparente e democrática, sem prejuízo ao processo de desenvolvimento econômico e social iniciado em 2003 pelos governos do PT, longe dos holofotes da mídia que transforma tudo em espetáculo, desde que as suspeitas atinjam os ‘inimigos’ de sempre: o PT e os movimentos social e sindical.

Categorias:campanha salarial, CUT

TOMAR AS RUAS POR DIREITOS, LIBERDADE E DEMOCRACIA!

10 de agosto de 2015 Deixe um comentário

Contra a direita e o ajuste fiscal! – De: CUT/MG

20AGOSTO01 Estaremos nas ruas de todo o país neste 20 de agosto em defesa dos direitos sociais, da liberdade  e da democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise.
– Contra o ajuste fiscal! Que os ricos paguem pela crise! 
A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos  trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste  as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de  lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia,  água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos  trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.
– Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos!
Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, Redução da maioridade  penal, Contrarreforma Política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a Entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das  liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.
– A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares!
É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma  popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o  aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária,  Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do  sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular
A rua é do povo!
20 de Agosto em todo o Brasil!
ASSINAM:
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) / Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) / Central Única dos Trabalhadores (CUT) / Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) / Intersindical – Central da Classe Trabalhadora/ Federação Única dos Petroleiros (FUP) / União Nacional dos Estudantes (UNE) / União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) / Rua – Juventude Anticapitalista / Fora do Eixo / Mídia Ninja / União da Juventude Socialista (UJS) / Juntos / Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL) / Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) / Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) / União da Juventude Rebelião (UJR) / Uneafro / Unegro / Círculo Palmarino / União Brasileira das Mulheres (UBM) / Coletivo de Mulheres Rosas de Março / Coletivo Ação Crítica / Coletivo Cordel / Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) / Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)
PARTIDOS QUE APOIAM O ATO:
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) / Partido Comunista do Brasil (PC do B)
Categorias:Uncategorized
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: